A história do pão caminha juntamente com a história da humanidade. Tudo começou logo depois que o ser-humano deixou de ser nômade e migrar em busca de alimento, e passou a se dedicar à agricultura. Esse foi um passo de suma importância para evolução humana.

Os povos primitivos passaram a cultivar grãos, como aveia, sorvo, cevada e o trigo. Posteriormente, com o passar dos séculos, esses grãos foram utilizados das mais diferentes formas possíveis. Por exemplo, forma de mingau ou no formato de um bolo primitivo, ainda longe do que seria considerado o pão.

Foi apenas há 6 mil anos, no antigo e poderoso império egípcio, que o pão foi de fato descoberto, através da fermentação do trigo. Após a descoberta, os egípcios passaram a aprimorar cada vez mais a receita, bem como dando diferentes formas, tamanhos e sabores.

Desde então, o pão evolui, assim como as formas de se fabricá-lo. O método foi se aprimorando e evoluindo também, até chegar aos tempos atuais. Hoje em dia ele é fabricado em níveis industriais e consumido no mundo inteiro, mesmo que as receitas se diferencie de acordo com a região do mundo.

Além de tudo, o pão se tornou mais do que um simples alimento, como também é considerado o símbolo dos alimentos. O pão é referenciado em muitas culturas como a base da alimentação e da prosperidade. O pão est´s presente até mesmo em doutrinas religiosas, fazendo parte de ritos tradicionais.

Atualmente a importância do pão é imensurável na alimentação diária. Além de ser um alimento nutritivo, está ao alcance de ricos, pobres e classe média. É um alimento barato, nutritivo, histórico e de fácil acesso.

 

Os primórdios da panificação

Obviamente, como foram os egípcios que descobriram o pão, logo eles que se tornaram os primeiros grandes padeiros da história. O pão egípcio era feito em tipos diferentes, de acordo com a classe social do consumidor. Existia o pão dos pobres e o pão dos ricos, que era mais incrementado e de qualidade superior.

Os governantes mantinham domínio dos celeiros, onde eram guardados os pães e os cereais. Os faraós possuíam sua própria padaria, onde eram confeccionados os pães de melhor qualidade possível. A devoção ao pão era tão grande, que os faraós eram enterrados com alguns pães e parte dos equipamentos da padaria.

A importância do pão na antiguidade se dá até mesmo pelo fato do pão ser usado como moeda de troca. Muitos salários dos trabalhadores egípcios eram pagos em pães, como forma de salário ou de complemento pelo serviço prestado em um dia. Normalmente, um dia de trabalho era equivalente a três pães e duas canecas de alguma bebida. Usar o pão como pagamento era um habito utilizado até a idade média.

 

A panificação na atualidade

Com o crescimento da industrialização, o pão se tornou um produto de fácil armazenamento, durando diversos dias após a fabricação. O que é possível graças a ação de conservantes.

Muitas pessoas preferem comprar pão no mercado, em uma quantidade razoável, suficiente para pelo menos uma semana.

Contudo, por mais que exista uma diferença entre as marcas, o pão perdeu muito da sua exclusividade e tradicionalidade.

Resgatar a tradição do pão, tem sido a principal tendência das padarias modernas. Essas padarias tem investido cada vez mais em receitas artesanais, de modo que chama atenção dos clientes, que facilmente se tornam fregueses fiéis.

Contudo, mesmo com a estratégia das receitas artesanais e exclusivas, as padarias investem também na comercialização de itens industrializados.

Outra estratégia das padarias atuais para atrair mais clientes é a especialização em outras áreas, como em pizzaria e confeitaria. Isso também remete às receitas próprias e artesanais.

Este foco em diferentes seguimentos é mais do que benéfico para o empreendimento. A padaria pode ficar até mesmo conhecida em toda uma região por seus serviços, ainda que não abandone a tradição da panificação. A ideia é que a tradição continue sendo exercida apesar da comercialização de diferentes produtos.

Devido à estratégia de adotar diversos seguimentos, algumas padarias passaram a adotar o nome de lanchonete ou mesmo de restaurante, mesmo que ainda atuem na produção de pães.

Existem também as padarias segmentadas, que investem em apenas um determinado ramo da panificação. Por exemplo, padarias especializadas em pão de queijo, ou padarias de produtos naturais. Estes seguimentos possuem uma vasta demanda com a crescente das pessoas cada vez mais preocupadas com a concentração de nutrientes e os ingredientes usados na confecção de seus alimentos.

Essa tendência de segmentos das padarias é uma boa estratégia. Contudo, é preciso conhecer bem o tipo de cliente que se pretende atrair. Uma padaria especializada em produtos naturais, atrai clientes veganos e outras pessoas que usam da alimentação para cuidar da saúde. Em um seguimento como esse, obviamente, não cabe a comercialização de frios, como presunto e mortadela, e menos ainda de hambúrgueres. Esses itens entram em incongruências perante com a proposta do estabelecimento.

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